Já se suspeitava e agora surge a confirmação oficial:" Há muitos municípios com perdas acima dos 40 a 45% ", confirmou ao Observatório do Algarve Campos Correia e como “é impossível pôr uma rede a funcionar correctamente com perdas desta dimensão em 15 dias, vão ser implementadas medidas de intervenção imediata, por forma a minimizar as perdas pontuais físicas”.
Esta intervenção, sobretudo nas situações que já estão localizadas e que incluem condutas rachadas e fugas visíveis, nalguns casos, permitirá diminuir em cerca de 10% as fugas.
O presidente da C.C.D.R. não quis adiantar quais os municípios que apresentam maiores desperdícios, limitando-se a confirmar que “a maioria tem esses problemas”, preferindo antes referir a excepção: Portimão apresenta uma perda de apenas 17%, um valor que aponta para uma boa gestão, mesmo a nível de outros países europeus.
No que toca às perdas comerciais e nelas incluem-se os consumos gratuitos fornecidos a bombeiros e instituições de solidariedade social, os roubos e as facturas não pagas, elas deveriam, ainda assim, ser controlaldas pelos serviços municipais, em nome da boa gestão da água, defende Campos Correia.
O fornecimento da água em alta aos municípios e a monitorização realizada pelas Águas do Algarve possibilitou comparar os valores com a facturação municipal e aferir o desperdício, que não vem de hoje.
Já se sabia há muito, mas agora é passível de ser contabilizado, assegurou ao Observatório do Algarve uma fonte técnica da empresa.
Foram ainda aprovadas outras medidas “de racionalização e não de racionamento”esclarece Campos Correia, das quais se destaca a utilização de captações alternativas em aquíferos com situação hidrológica mais favorável e o recurso à eventual requisição de captações privadas para abastecimento público.
As câmaras irão ainda tomar outras medidas pontuais de reduçãos e racionalização dos consumos, estando a C.C.D.R. a ultimar uma grelha com as 10 medidas mais necessárias.
Estão entretanto a realizar-se reuniões com os empresários cujas actividades têm grandes consumos, tendo em vista “a sua sensibilização para a poupança e melhor gestão da água”, anunciou Campos Correia.