Na Venezuela, os computadores portugueses Magalhães assumirão a designação "Canaima", evocando o parque nacional com o mesmo nome, situado no Estado Bolívar (a Sudeste de Caracas) e que, em 1994, foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO.
"Canaima" é também o nome de um sistema operacional venezuelano baseado no Debian/Linux e adaptado pelo Centro Nacional de Tecnologias de Informação (CNTI)para atender às necessidades de utilizadores finais da administração pública e incluído nos portáteis.
O Últimas Notícias (UN), o jornal de maior tiragem no país, é o que mais destaca a entrega, com uma foto na primeira página e o título “Ciberchamos (Ciber-miúdos) na escola pública”.
No interior, o mesmo jornal dedica quase uma página ao tema e explica que o Projecto Canaima se iniciará "em 1.090 escolas nacionais”.
Citando o ministro de Ciência, Tecnologia e Indústrias Intermédias, Jesse Chacón o UN explica que os computadores feitos em Portugal representam um investimento de 80 milhões de dólares, devendo os próximos ser montados no país.
Segundo o El Nacional “de um milhão de computadores portáteis contemplados no acordo entre a Venezuela e Portugal, serão importados 350 mil, sendo os restantes montados no país”.
“A Venezuela não negociou directamente com a Intel o fornecimento de computadores, assinou um convénio com Portugal - que monta as 'Classmate' - para o fornecimento de um milhão de computadores, uma terça parte dos quais seria importada e o resto montado na Venezuela”, afirma o jornal.
Segundo o El Mundo, a indústria nacional ficou fora do projecto da PC Escolar, “é contraditório que o governo, empenhado na montagem nacional e transferência tecnológica, tenha recorrido a Portugal para adquirir um lote de computadores destinado a crianças em idade escolar”.
A Rádio Nacional da Venezuela destaca que “o projecto Canaima cobrirá todas as escolas nacionais e estaduais” e o Circuito Unión Rádio Notícias que “entregaram o primeiro lote de 50 mil computadores”.
O diário Reporte revela que “o governo venezuelano anunciou a entrega massiva de computadores” e o El Universal que “o governo implementará o projecto tecnológico Canaima nas escolas nacionais”.
A Agência Bolivariana de Notícias destaca que “o governo impulsiona um modelo educativo que desenvolverá a inovação e criatividade dos alunos”.
Segundo o canal de televisão privado de notícias Globovisión, o “Projecto Canaima é o início de um novo modelo educativo”.
Os portáteis Magalhães foram também hoje notícia em Cuba, com a Agência Prensa Latina a avançar que “a Venezuela está pronta para aplicar um novo projecto informático-educativo”.
Hugo Chávez anunciou em 13 de Setembro de 2008 que a Venezuela tencionava comprar um milhão de computadores escolares Magalhães a Portugal, para distribuir nas escolas venezuelanas.
O presidente venezuelano anunciou também que posteriormente deverá ser criada uma fábrica para produzir os computadores localmente.
A JP Sá Couto, empresa portuguesa que produz os computadores magalhães, confirmou que iria vender 350 mil computadores ao Governo venezuelano até final do ano.