Com o objectivo de saber o que está a ser feito para contrariar a tendência, o deputado algarvio questionou a tutela sobre que medidas planeia o governo tomar para combater o aumento da criminalidade, e quais as perspectivas no que concerne ao reforço dos efectivos existentes, através de concurso de novas admissões, já que considera o actual contingente manifestamente insuficiente.
O incremento do policiamento de proximidade, a redefinição de áreas de competência e jurisdição da PSP e da GNR, a criação de novas esquadras e a criação de polícias municipais nas localidades onde tal já se justifique, sãos outras das perguntas para as quais pretende respostas.
A implementação de medidas do Plano Nacional de vídeo vigilância é igualmente referida no documento que menciona também “a natureza violenta dos crimes e a perigosidade de meios”, bem como a alegada “existência de gangs em Faro e Olhão”.
No documento, subscrito igualmente pelo deputado Nuno Magalhães, é ainda referido o caso concreto do casal de idosos estrangeiros, que em Loulé, “contribuiu para o aumento da lista de vítimas desta onda violenta”.
O facto de o Algarve ser uma área privilegiada de escolha de famílias estrangeiras para passarem férias e viverem, por ser uma “região ser acolhedora em termos de clima e segurança”, justifica medidas adequadas, no entender de Raul Rêgo, para quem “as notícias constantes das últimas semanas, publicadas em Portugal e também noutros países, podem contribuir para fazer diminuir as receitas do turismo”.
Os deputados centristas ficam agora “à espera das respostas” por parte do titular da pasta do ministério da Administração Interna .