A consultora imobiliária Cushman & Wakefield refere no seu “Business Briefing” de Novembro que os desafios que se colocam ao comércio de luxo em Portugal coincidem com os do comércio de rua, uma vez que este é o destino preferencial destas marcas.
A concretização dos planos de revitalização de zonas como a Baixa-Chiado e a Avenida da Liberdade são “fundamentais para devolver ao comércio de rua um papel de destaque, através da revitalização do património, essencial para o crescimento do sector”, refere a empresa.
A consultora refere que apesar da conjuntura negativa do mercado se tem assistido a crescimento da procura por parte dos retalhistas, mas que a oferta tem demonstrado alguma dificuldade em responder à “forte procura”.
A falta de espaços disponíveis em consequência do estado de degradação de muitos imóveis e o desfasamento entre os valores pedidos pelos proprietários e os valores propostos pela procura são as principais causas identificadas pela C&W.
A presença das lojas de luxo em Portugal tem vindo a crescer de forma gradual desde a década de 90, mas a sua expressão é menor do que em outros países devido à dimensão do país e ao poder de compra, mas também ao grau de maturidade e sofisticação do comércio de rua.
As marcas de luxo em Portugal estão concentradas em Lisboa, na Avenida da Liberdade, Chiado e Rua Castilho, e no Porto, na Avenida da Boavista.
A consultora refere que os valores de arrendamento do comércio de rua têm permanecido estáveis tocando os 72,5 a 75 euros por metro quadrado por mês na Avenida da Liberdade e os 75 a 80 euros por metro quadrado no Chiado.