2-4. Para quem pensava que o Benfica iria 'passear' pelo Pavilhão Municipal da Luz de Tavira pode olhar os apenas dois golos de diferença com que os encarnados venceram.
Pela frente, os homens de André Lima encontraram uma equipa sem qualquer receio de defrontar os actuais campeões nacionais e detentores da Taça de Portugal.
Com um guarda-redes (Miguel Iria) inspiradíssimo, que defendeu (quase) tudo o que havia para defender, o modesto Sonâmbulos, treinado por Nuno Delfim, foi buscar a sua força a um pavilhão (esgotado) com cerca 600 pessoas que nunca deixaram de apoiar a equipa da terra.
Curiosidade para o atraso dos árbitros, que, por causa do trânsito, chegaram 30 minutos depois da hora marcada (21h00), o que levou a que o jogo se prolongasse até às 23h30.
O Benfica fez o seu trabalho e começou por pressionar, marcando dois golos logo na primeira parte (Joel Queirós 10' e Gonçalo Alves 10'), mas a surpresa veio no final dos primeiro 20 minutos, com o Sonâmbulos a 'encostar às cordas' os lisboetas.
No segundo tempo, e depois de mais uma mão cheia de defesas de Miguel Iria, foi a vez do tavirense João Mendonça (25') assustar os 'encarnados' com um golo marcado de bola parada.
César Paulo (29') dilatou a vantagem para o Benfica pouco tempo depois, mas João Mendonça (31'), reduziu novamente para os algarvios.
Com 2-3 no marcador, já se pensava no empate, mas o Benfica pôs um ponto final com o 2-4, já perto do final, por Pedro Costa (38').
Um jogo forte de emoções, em que o Sonâmbulos mostrou uma missão mais que cumprida no final.