O presidente da companhia aérea britânica lamentou a recusa pelo sindicato Unite de uma proposta que Willie Walsh considera "justa, sensata e que responde às preocupações do pessoal de cabina".
Mas o dirigente sindical Tony Woodley acusou Walsh de querer entrar numa "guerra" com os funcionários, em vez de chegar a um "acordo negociado".
Os dois lados estiveram em reuniões até tarde na noite passada, com as reuniões a prolongarem-se até hoje, véspera da greve, que começa à meia-noite e que dura até segunda feira, mas sem sucesso.
Em causa estão cortes de pessoal, alterações das condições de trabalho, horários e remunerações que a administração quer introduzir para reduzir custos e às quais a maioria do pessoal de cabina votou contra.
Em protesto agendaram uma greve de três dias, a partir de 20 de março, prosseguindo com a paralisação por mais quatro, com início a 27 de março.
De acordo com a companhia, cerca de 1.100 dos 1.950 voos programados para estes dias serão cancelados, com especial incidência no médio-curso.
As ligações a Portugal serão afetadas, prevendo-se que apenas levante voo o avião de Lisboa com destino a Londres com partida às 07:30 de sábado, indica o site da companhia.
Todas as restantes ligações entre Lisboa e Londres no sábado, domingo e segunda-feira estão canceladas, bem como o primeiro voo entre Lisboa e Londres de terça-feira.
A greve afeta também as ligações aéreas da companhia entre Londres e Faro, que serão canceladas nos três dias de greve.
O primeiro-ministro, Gordon Brown, denunciou, através de um porta-voz, a "inconveniência inaceitável" que a greve vai causar aos passageiros e exortou ao fim do protesto e ao regresso da administração e sindicatos à mesa das negociações.
Texto escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico